Gorgonzola chegou: a história do resgate

Ele apareceu numa terça de chuva, magro, com a coleira arrebentada e um medo enorme de mão levantada. A gente deu o nome de Gorgonzola porque ele chegou forte — e porque aqui todo mundo vira queijo.
Nos primeiros dias, Gorgonzola não saía do fundo do canil. Comia só quando ninguém estava olhando. A veterinária estimou um ano de idade e uns quatro quilos abaixo do peso. O protocolo foi o de sempre: exames, vermífugo, vacina, comida boa e zero pressa.
Semana três: barriga pra cima
Foi a Dona Neusa, voluntária das manhãs, quem ganhou a primeira lambida. Dali em diante desandou: hoje ele recebe visita na porta, rouba brinquedo dos outros e dorme de barriga pra cima no sol — a pose oficial de quem se sente em casa.
O tratamento dele custou R$ 410 entre exames e medicação. Esse dinheiro saiu da lojinha: foram 9 canecas e 4 camisetas vendidas naquela semana. Quando a gente diz que cada compra sustenta um focinho, é literal.
"Ele chegou desconfiado do mundo. Três semanas de comida boa e paciência resolveram."
E agora?
Gorgonzola já está castrado, vacinado e pronto para adoção. É porte pequeno, convive bem com outros cães e tem energia de filhote. Se você tem espaço no sofá, ele tem lambida sobrando.
Quer fazer parte disso?
Adote, doe ou compre na lojinha — cada gesto vira um focinho cuidado.


